TUDO SOBRE HIPERTENSÃO ARTERIAL

O que é Hipertensão Arterial?

A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença caracterizada pelo aumento da força (pressão)

que o sangue exerce na parede das artérias ao se movimentar, atingindo valores de pressão acima

dos considerados normais. A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS)

conhecida popularmente como pressão alta é uma das doençascom maior prevalência no mundo

moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro

(aparelho de pressão) ou tensiômetro, tendo como principais causas a hereditariedade, a obesidade,

o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, a alimentação desregulada e o fumo.

Quando uma pessoa é considerada hipertensa?

A pessoa é considerada hipertensa quando a medida da pressão se mantém

frequentemente acima de 140/90 mmHg (ou 14 por 9). Para essa consideração,

os dados precisam ser medidos várias vezes, utilizando aparelhos calibrados.

O coração é uma bomba eficiente que bate 60 a 80 vezes por minuto durante toda

a nossa vida e impulsiona de 5 a 6 litros de sangue por minutos para

todo o corpo.

Pressão arterial é a força com a qual o coração bombeia

o sangue que sai do coração, e a resistência que ele encontra para circular no corpo.

Ela pode ser modificada pela variação do volume de sangue ou viscosidade (espessura)

do sangue, da freqüência cardíaca (batimentos por minuto) e da elasticidade

dos vasos.

Elevações ocasionais de pressão podem ocorrer em exercícios físicos,

nervosismo, preocupações, drogas, alimentos, fumo, álcool e cafeína.

Hipertensão arterial é a pressão arterial acima de 140×90 mmHg em adultos com mais

de 18 anos, medida em repouso de 15 minutos e confirmada em três

consecutivas.

A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica que quando não

tratada e controlada adequadamente, pode levar a complicações que podem atingir

outros órgãos e sistemas, como sistema nervoso (infarto, hemorragia),

coração (angina, insuficiência cardíaca e até morte súbita), sistema vascular

(entupimentos e obstruções de artérias, doença periférica

dos membros inferiores), no sistema visual (retinopatia – redução

da visão).

Doença multigênica, de etiologia múltipla, de fisiopatologia multifatorial

que causa lesão dos

órgãos-alvo (coração, cérebro, vasos, rins e retina).

Seu grande perigo é o fato de ser uma doença silenciosa e assintomática.

Pressão alta x Pressão normal

Existe um problema para diferenciar a pressão alta da pressão

considerável normal.

Ocorre variabilidade entre a pressão diastólica e a pressão sistólica e

é difícil determinar o que seria considerado normal e anormal neste caso.

Alguns estudos farmacológicos antigos criaram um mito de que a pressão

diastólica elevada seria mais comprometedora da saúde que a sistólica.

Na realidade, um aumento nas duas é fator de risco.

Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14×9,

durante seguidos exames, de acordo

com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para determinar a

patologia.

A situação 14×9 inspira cuidados

e atenção médica pelo risco cardiovascular.

Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na

musculatura do coração.

Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC),

infarto do miocárdio, morte súbita, insuficiências renal e cardíacas, etc.

O tratamento pode ser medicamentoso e/ou associado com um estilo de vida mais saudável. De forma

estratégica, pacientes com índices na faixa 85-94 mmHg (pressão diastólica) inicialmente

não recebem tratamento farmacológico.

Quais consequências a pressão alta pode trazer?

Se não tratada, a pressão alta pode ocasionar derrames cerebrais; doenças do coração: infarto, aumento

do coração e dor no peito; problemas renais e alterações na visão.

Quais as pessoas com maior risco de se tornarem hipertensas?

A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas

algumas situações aumentam o risco Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações,

um maior número de indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão

hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de fatores de risco para hipertensão.

São fatores de risco conhecidos para hipertensão:

- Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade.

- Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta

anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.

- Etnia: Mulheres afrodescendentes têm risco maior de hipertensão que mulheres caucasianas.

- Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico têm maior chance de desenvolver

hipertensão.

- Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal (sódio), maior o risco da doença.

- Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco. O consumo moderado e

leve tem efeito controverso, não homogêneo para todas as pessoas.

- Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.

- Sedentarismo: O baixo nível de atividade física aumenta o risco da doença.

As pessoas com maior risco de se tornarem hipertensas são aquelas com

excesso de peso, que não possuem uma alimentação saudável, ingerem

muito sal, não fazem exercícios físicos, consomem muita bebida alcoólica,

são diabéticos ou têm familiares com pressão alta.

Após os 55 anos, mesmo as pessoas com pressão arterial normal, tem 90%

de chance de desenvolver a hipertensão.

Quais os sintomas da pressão alta?

A maioria das pessoas com pressão alta não apresenta nenhum sintoma no início

da doença, por isso

ela é chamada de “inimiga silenciosa”. Entretanto, alguns sintomas são atribuídos a

pressão alta: dor de

cabeça, cansaço, tonturas, dentre outros. Entretanto, a única forma de saber se a

pressão está alta é verificando regularmente os seus valores, o que pode ser feito

nos hospitais, centros de saúde.

Sou hipertenso. O que devo fazer?

Meça sua pressão regularmente e procure um médico para receber as instruções de tratamento.


Tratamento da Hipertensão Arterial

O tratamento da hipertensão arterial compreende dois tipos de abordagem: o

farmacológico, com uso de drogas anti-hipertensivas, e o não-farmacológico,

que se fundamenta em mudanças no estilo de vida que favoreçam a redução

da pressão arterial, tais como:

  • Redução do peso corpóreo, através de uma dieta controlada (também
  • é importante avaliar a medida da circunferência abdominal (cintura): que no
  • homem não deverá ultrapassar 94 cm e, na mulher, 80 cm.);
  • Redução do consumo de sódio (sal, embutidos, enlatados, conservas, charque,
  • queijo salgados, bacalhau);
  • Maior ingestão de alimentos ricos em potássio;
  • Redução do consumo de bebidas alcoólicas;
  • Exercícios físicos regulares (suba escadas, faça caminhadas, ande de bicicleta, etc.);
  • Abandono do tabagismo;
  • Controle das dislipidemias e do diabetes mellitus;
  • Evitar drogas que elevam a pressão arterial (anticoncepcionais,
  • antiinflamatórios,
  • moderadores de apetite, descongestionantes nasais, antidepressivos,
  • corticóides, cafeína e outros);
  • Controlar o estresse. Tente administrar seus problemas de forma mais
  • tranquila. A “arte do viver bem”
  • é enfrentar os problemas do dia-a-dia com sabedoria e tranquilidade.

Se utilizar medicamentos, tome as medicações conforme orientação médica.

Compareça às consultas

regularmente e não abandone o tratamento.

Hipertensão atinge 24% dos brasileiros

Doença afeta coração, cérebro, rins e artérias dos membros inferiores, entre outros pontos do organismo.

Segundo dados divulgados pelo ministro da saúde, o médico infectologista Alexandre Padilha, a hipertensão

afeta em torno de 24% da população brasileira. Para aqueles que possuem baixa escolaridade (menos de oito

anos), o perigo é ainda maior. Segundo o cardiologista Carlos Roberto Melo, do Hospital Esperança, algumas

pessoas têm predisposição à hipertensão – ou possuem hábitos que podem provocar o aparecimento da

doença ou acelerar seu surgimento. “O histórico familiar de hipertensão arterial em vários membros da

família sinaliza como um forte marcador para o aparecimento dessa doença em seus descendentes”,

esclarece o profissional.

Além da genética, hábitos como tabagismo, ingestão de álcool em excesso e uso de drogas ilícitas também

podem estimular – ou mesmo antecipar – o aparecimento da doença. “Uma dieta rica em sal, gorduras e

frituras; a falta de atividade física regular (sedentarismo), a obesidade e a utilização de anti-inflamatórios de

forma indiscriminada são fortes fatores favoráveis à provocação dessa doença”, ressalta.

“A hipertensão arterial é uma doença traiçoeira e 70% dos pacientes não apresentam sintomas”, afirma o

cardiologista.

O coração, o cérebro, os rins e as artérias dos membros inferiores são as grandes vitimas da hipertensão.

Entre as complicações causadas pela doença, podemos citar: enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral,

insuficiência cardíaca, insuficiência renal, angina de peito, claudicação dos membros inferiores (dor e cansaço

nas pernas aos esforços.

Nos casos extremos, os sintomas dolorosos podem ocorrer mesmo em repouso), esclarece Carlos Roberto.

A hipertensão tem cura (por meio de tratamento cirúrgico) apenas para os pacientes com a Hipertensão

Arterial Secundária, que representam apenas 5% da população hipertensa. “Os outros 95% dos hipertensos

estão classificados no grupo dos portadores de Hipertensão Arterial Primária.

Nessa situação não há cura, e sim controle dos níveis tensionais, o que é realizado através da administração

de drogas s especificas, mudanças no estilo de vida, hábitos alimentares saudáveis, controle do peso e prática

de exercícios regularmente”, explica o cardiologista

Carlos Roberto Melo.

Pense Nisso:

- A hipertensão arterial primária ou pressão alta não tem cura, mas tem controle;
- O tratamento da pressão alta é realizado por toda a vida, promovendo melhor

qualidade de vida e longevidade;

- Se você tiver acima do peso, saiba que com o emagrecimento a sua pressão pode diminuir ou até

normalizar. Desse modo, necessitará de menos remédios.

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